Alcachofra extrato seco

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Uso Oral

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Indicação

A alcachofra é usada para casos de hiperlipidemia e ateromatose no interior dos tecidos adipóides. A ação protetora e regeneradora das células hepáticas (hepatócitos) é obtida pelos flavonóides e glialcooliterpênicos que estimulam a síntese a síntese enzimática básica do metabolismo hepático. Na uremia (ureia sanguínea), a cinarina melhora a excreção da amônia através de um aumento da produção de ácido úrico pelo epitélio renal. A ação diurética auxilia a eliminação de uréia e das substâncias tóxicas decorrentes do metabolismo celular, conferindo assim á alcachofra a ação depurativa. O amargor da cinaropicrina aumenta a secreção gástrica e sua acidez. A alcachofra não dissolve os cálculos biliares, mas diminui as cólicas, exercendo um efeito preventivo em pessoas predispostas a desenvolverem litíase. A oxidase (enzima hidrossolúvel) é provavelmente a responsável pela ação redutora da taxa de glicose sanguínea (hipoglicemiante) da alcachofra.

Posologia

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Interações medicamentosas

Não foram encontrados informações nas literaturas consultadas. Contudo, deve-se em conta a potencial interação entre formulações de alcachofra e outros medicamentos administrados concomitantes, em especial aqueles que apresentam efeitos similares ou opostos. Gravides e lactação: Devido à ausência de dados toxicológicos, o uso excessivo de alcachofra deve ser evitado durante a gravidez e lactação.

Não informado

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A alcachofra apresenta cinaropicrina, uma lactona sesquiterpenica potencialmente alergênica. Pessoas com hipersensibilidade a qualquer membro da família Compositae podem desenvolver uma reação alérgica à alcachofra.

A Alcachofra extrato seco (Cynara scolymus L.) têm sido citada desde o século 4 a.C. como alimento e medicamento. Foi apreciada pelos antigos romanos como um vegetal suculento com efeitos benéficos para a digestão. Conhecida popularmente pelo nome de alcachofra é uma Asteraceae, trazida para o Brasil pelos imigrantes europeus. Possui um importante papel da dieta mediterrânea, sendo utilizada na forma alimentar, medicinal e na indústria de bebidas (COSTA 2009; NOLDIN 2003; SCHULTZ 2004). A parte da planta em que se têm interesse medicinal é a folha e seus principais componentes químicos presentes são os derivados fenólicos incluindo os ácidos cafeoilquínicos (ácido clorogênico, ácido 1,5 dicafeoilquínico e cinarina), flavonóides (escolimosídeo e cinarosídeo), sesquiterpenos (Cynaroprikrin) em menor quantidade e vários ácidos alifáticos especialmente os hidroxiácidos (ác. láctico, glicólico, málico e hidroximetilacrílico) (ESCOP, 2009; COSTA, 2009). As atividades farmacológicas da alcachofra são conhecidas desde a antiguidade e foram testadas por uma infinidade de estudos clínicos. O extrato de alcachofra é utilizado para tratar problemas de dispepsia (gastrite, meteorismo e flatulência, gastropatia nervosa, cólon irritável, doença do trato biliar funcional), especialmente aquelas causadas por problemas funcionais relacionados com o sistema biliar descendente. Suas folhas possuem propriedades colerética, diurética, hipocolesterolêmica bem como hepatoestimulante e hepatoregeneradora (ERNST 1995; LIETTI 1977; FINTELMANN, 1996; ADZET 1987). Relata-se que a cinarina (ácido 1,3 dicafeoilquínico) é a principal responsável pelas atividades colagoga e colerética da droga, entretanto, estudos também demonstraram a importância dos flavonóides, não só na inibição da biossíntese e aumento da excreção do colesterol hepático como também na atividade antitrombótica e anti-arterosclerótica da planta. A Alcachofra (Cynara scolymus L.) é nativa do Mediterrâneo, norte da África, sul da Europa e Ilhas Canárias. Embora seja originário de regiões subtropicais, seu cultivo se dá mundialmente, já que é utilizada para fins medicinais e alimentícios. Apesar de ser encontrada globalmente, um estudo nacional demonstrou que, embora a cinarina seja um dos principais constituintes citados na literatura como promotora da atividade farmacológica, a substância encontra-se em pouquíssima quantidade na alcachofra cultivada no Brasil. Propriedades • Diurético • Coleréticas • Hiperlipidêmicos • Antioxidante • Hepatoprotetora

Informações obtidas no site do fabricante Iberoquimica https://www.iberoquimica.com.br/ Adzet T, Camarasa J, Laguna JC. Hepatoprotective activity of polyphenolic compounds from Cynara scolymus against CC14 toxicity in isolated rat hepatocytes. Journal of Natural Products. 1987; 401/4: 612-617. Alcachofra (Cynara scolymus L.) – Importantes parâmetros de controle de qualidade na escolha do extrato de Alcachofra/Disponível em: http://www.martin-bauer-group.com – último acesso: 05/01/2017. Almança, C. C. J.; Carvalho, J. C. T. Formulário de prescrição fitoterápica. São Paulo: Atheneu, 2003. Barnes j, Anderson LA, Philipson JD. Fitoterápicos, 2012, Artmed, ed.3, Porto Alegre. Batistuzzo, José A.O; Eto, Yukiko, Itaya, Masayuki Formulário Médico-Farmacêutico. 4° Edição, São Paulo: Pharmaboocks, 2011: 90p. Costa RS, Ozela EF, Barbosa WLR, Pereira NL, Silva JAC. Caracterização física, química e físico-química do extrato seco por nebulização (spray-drying) de Cynara scolymus L (Asteraceae). Rev. Bras. Farm. 2009; 90(3): 169-174. Ernst E. Die Artischocke – eine Heilpflanze mit Geschichte un zukunftsperspektive. Naturamed. 1995; 10:7. ESCOP Monographs: The scientific foundation for Herbal Medicinal Products 2nd Edition, Escop, 2009. Fintelmann V. Antidyspeptische und lipidsenkende wirkungen von artischockenblatter-extrakt. Zeitschriff fur Allgemeinmedizin. 1996; 72:48-57. Lietti A. Choleretic and Cholesterol lowering properties of two artichoke extracts fitoterapia, 1997; 48:153-158. Noldin VF & Filho VC. Composição química e atividades biológicas das folhas de Cynara scolymus L (alcachofra) cultivada no Brasil. Química nova. 2003; 26(3): 331-334. Schutz K, Kammerer D. Carle R, Schieber A. Identification and quantification of caffeoylquinic acids and flavonoids from Artichoke (Cynara Scolymus L) Heads, Juice, and Pomace by HPJC-DAD- ESI/MS. J.Agric.Food.Chem. 2004; 52:4090-4096.

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